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Morre um delegado: adoece o Estado
Por *Luciano Patrício - lu_ciano.p@hotmail.com
Incrível é ouvir algumas autoridades da área de Segurança Pública afirmarem que a morte do delegado Clayton Leão foi uma morte comum. Comum pode ter sido o crime do qual o delegado foi vítima, até banal nos dias de hoje em Salvador e na sua Região Metropolitana, mas não podemos esquecer que o delegado assassinado representava o Estado na área específica de Segurança Pública e foi vítima da violência a que estava acostumado a combater. Decepciona a comunidade que acredita ser o policial direito muito mais que um cidadão, quase um seu herói. Decepciona também o fato de pessoas politicamente comprometidas com o governo entenderem que a simples determinação da autoria do delito, com o recolhimento ao cárcere dos seus protagonistas aliada à reunião das provas testemunhais e periciais, esgotam a participação da mão jurisdicional do Estado. Estão muito enganados. Até parece que haveria uma ressuscitação do delegado, face à ênfase dada ao cumprimento da obrigação policial, mas o clima de insegurança permanece e acabá-lo não cabe à polícia judiciária, através da Polícia Civil, mas sim à cúpula do governo em traçar diretrizes eficazes no combate a incolumidade das pessoas e do seu patrimônio. Enfim, priorizar segurança pública, que é e sempre foi, desde os tempos da caverna, prioridade do homem enquanto que para os governos, me refiro ao presente e aos passados, só é prioridade durante o período pré-eleitoral. Esta falta de respeito para com a comunidade da Bahia urge ser acabada antes que outros “Leões” precisem morrer junto com o Estado. *Delegado de Polícia e ex-presidente da Associação dos delegados de Polícia da Bahia |
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